CCSM: Ferramentas perigosas deveriam ser removidas do Ubuntu?

O site OMG! Ubuntu! levou à público hoje uma discussão interessante, e que deve ser repensada em todos os níveis de usuários Ubuntu: Deveria o CCSM ser removido dos repositórios Ubuntu?

Como se fosse um artigo do Carlos Cardoso, o assunto gerou um grande flamewar, onde usuários veteranos acusam a Canonical e o Ubuntu de retirarem deles opções de personalização em prol de tornar o Ubuntu um sistema “à prova de besteiras”.

Jorge Castro, que trabalha no Ubuntu Community Team iniciou um “causo” no Ubuntu Desktop mailing list, sugerindo a remoção do CompizConfig Settings Manager (CCSM) dos repositórios do Ubuntu  com o seguinte argumento:

“Com ferramentas como MyUnity disponíveis agora nos repositórios universe, e …configurações basicas no painel de controle, eu gostaria de propor a remoção do compizconfig-settings manager. 

Não quero dizer “pare de mandar as pessoas usarem-na” ou “adicione um aviso”, quero dizer a remoção total do arquivo até que a ferramenta esteja melhor melhor testada ou não destrua as configurações das pessoas.”

Quem já esteve em frente ao painel do CCSM, sabe que ele é repleto de opções, contudo, embora ele possa assumir a aparência de um aplicativo de melhoria, ele não é; ele é um aplicativo de configurações.

Embora muitos usuários considerem o aplicativo CCSM seguro, estes sabem onde e o que modificar, contudo, em mãos inexperientes, recursos conflitantes podem ser acionados, provocando a completa desconfiguração do Desktop do usuário. Muitos destes, normalmente culpam o Ubuntu por deixar que configurações erradas sejam ativadas. Eu mesmo já xinguei muito meu Ubuntu no passado por conta do CCSM, e realmente, a culpa não era minha e não era do Ubuntu, mas da disponibilidade da ferramenta e opções que poderiam “quebrar” o sistema, aliados à minha ignorância.

Hoje existem ferramentas de configuração simples e que não provocam a quebra do sistema do usuário, como o Ubuntu-Tweak ou o MyUnity, assim, manter por perto uma ferramenta com o perigoso potencial do CCSM pode ser mau para a reputação do Ubuntu.

Comunidade perrengue

O flamewar foi iniciado e usuários mais espertos, em tom de ironia, já sugerem “remover o Terminal e o gParted” para proteger o sistema dos usuários novatos, porém estes mesmos usuários espertos não estão lá ao lado dos novatos para ajudá-los a restaurar seus sistemas em casos de “quebra”, entretanto, nada os impede de procurar a ferramenta em repositórios de terceiros e adicioná-la à sua instalação. Na verdade, usuários avançados têm inúmeras alternativas ao Ubuntu, mas mesmo assim, mesmo sabendo que o foco do Ubuntu é competir com o Mac e o Windows, insistem em reclamar do Unity ao invés de irem para uma distro que lhes atenda como desejam.

A preocupação de Jorge Castro vem bem em tempos de expansão de usuários no Linux, e ele ainda soltou essa frase:

A Pessoa deve ser permitida a configurar seus computadores sem estragá-los, ao menos que elas queiram estragá-los. CCSM não funciona, por que nós deveríamos “entregá-lo”?

Embora o CCSM seja uma ferramenta perigosa em mãos erradas, o ambiente Unity é apenas um dos plugins do Compiz. Não tente desativá-lo se não souber o que vai acontecer.

E você? Acha que o CCSM deve ser removido para uma maior segurança e estabilidade so sistema?

Sneek Peek III: Livro “Ubuntu – Guia do Iniciante 2.0″ 90%

É isso aí, pessoal! Estamos entrando na fase final de produção do livro, quando quase todos os aspectos do sistema já foram apresentados e agora fica então faltando conexão sem fio, conexão 3G, compartilhamento de arquivos em rede Windows, impressora Webcam com Cheese, LibreOffice,Wine e virtualização.

Ubuntu - Guia do Iniciante 2.0

Acima, você pode ver o preview de um pedaço do capítulo inicial, que aborda o Ubuntu Desktop com Unity. O passo seguinte à finalização é enviar o conteúdo para um profissional de letras revisar o português.

O livro “Ubuntu – Guia do Iniciante 2.0″ será lançado em Abril de 2012.

Oil Rush é oficialmente lançado

O esperado game a fazer uso da engine Unigine, Oil Rush, acaba de ser oficialmente lançado para Linux, Mac e Windows.

O jogo, conforme já foi mostrado nesse blog, faz uso intenso da tecnologia OpenGL para renderizar belíssimos cenários e possui jogabilidade empolgante, permitindo partidas em multiplayer. Veja abaixo um preview feito pelo Orgulho Geek de Oil Rush:

Por U$ 19.95 ou aproximadamente 40 Dilminhas, você pode adquirir o game e executar em todas as plataformas através da loja online da Unigine, ou através da Central de Programas do Ubuntu.

https://store.unigine.com/

Linux Descomplicado: Os motivadores da desistência do uso do Linux

Sair do Windows, para alguns usuários é uma verdadeira tortura e sabemos que não é fácil. A maioria dos usuários de sistemas baseados em Linux, como o Ubuntu, já passou por isso, contudo, quando percebemos que, na maioria das vezes, utilizávamos nossos computadores de forma independente do sistema operacional (como por exemplo, assistir filmes, ouvir músicas, estudar, conversar na internet, gravar CDs e DVDs ou editar textos), percebemos também que não precisávamos mais do Windows. Na verdade, o Windows, para muitos de nós, não passa de um sistema de “videogame”. Entramos nele quando queremos jogar Pro Evolution Soccer, Resident Evil 5, Call of Duty ou World of Warcraft. De resto, somos felizes na segurança de nosso Linux.

O blog Linux Descomplicado, um dos melhores blogs para iniciantes em qualquer Linux, trouxe um artigo pra lá de esperto, dando as dicas do que “afasta” os novos usuários Linux. Acesse-o, leia e reflita como você participa nesse processo.

Aproveite também e siga as atualizações constantes sobre o universo Linux no Twitter do Linux Descomplicado: @linux10complica

Ubuntu – Guia do Iniciante 2.0 está 79% concluído

O livro “Ubuntu – Guia do Iniciante 2.0″, projeto de Carlos Eduardo do Val, o Kadu e parte do blog Orgulho Geek, está avançando a passos largos para sua finalização, que deverá ocorrer em Março e lançamento em Abril próximo.

O livro já conta com 134 páginas, duas a mais do que a primeira versão, e ainda falta bastante coisa a ser adicionada, como menus do sistema, conexões wi-fi, 3G, impressoras, bluetooth, backup e restauração, instalação de programas Windows pelo wine e virtualização.

Considerando que a meta era terminar janeiro com no mínimo 120 páginas, e a meta foi ultrapassada, a nova meta é finalizar o mês de janeiro com 145 páginas. O conteúdo previsto deverá caber em 180 páginas, mas nada que um ajuste de conteúdo nos leve à página 190…200.

Já que você está aqui e sabe que vai sair a nova versão em Abril, espalhe por aí, conte para seus amigos, nas redes sociais em que participa e ajude-nos a divulgar este maravilhoso trabalho!

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