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Mark, Ubuntu, a comunidade livre e a falta de interpretação (e saber ler direito)

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Na manhã do dia 19 de Outubro, uma declaração do dono da Canonical, Mark Shuttleworth e também do Ubuntu, formou nos céus da comunidade Linux uma grande tempestade.

Mark anunciou o nome do próximo release do Ubuntu, o 13.04 – Raring Ringtail e deixou clara a posição da Canonical em relação ao futuro do desenvolvimento do sistema baseado em Linux que mais cresce no mundo:

“Mapping out the road to 13.04, there are a few items with high “tada!” value that would be great candidates for folk who want to work on something that will get attention when unveiled. While we won’t talk about them until we think they are ready to celebrate, we’re happy to engage with contributing community members that have established credibility (membership, or close to it) in Ubuntu, who want to be part of the action.”

“Mapeando a estrada para o 13.04, existem alguns itens com alto poder de “TaDah!” que serão grandes candidatos para as pessoas que querem trabalhar em algo que chamará a atenção quando revelado. Apesar de não falar sobre eles até que nós achamos que eles estejam prontos para celebrar, nós estaremos felizes em nos envolver com membros contribuintes da comunidade que tenham estabelecido credibilidade (membros, ou algo do tipo) no Ubuntu, que queiram ser parte da ação”.

“The skunkworks approach has its detractors. We’ve tried it both ways, and in the end, figured out that critics will be critics whether you discuss an idea with them in advance or not. Working on something in a way that lets you refine it till it feels ready to go has advantages: you can take time to craft something, you can be judged when you’re ready, you get a lot more punch when you tell your story, and you get your name in lights (though not every headline is one you necessarily want ;) ).”

“A abordagem “skunkworks” tem seus detratores. Nós tentamos de ambas as formas, e no final, percebemos que críticos serão críticos, quer você discuta uma ideia com eles ou não. Trabalhando em algo de uma maneira que permite você refiná-la até que ela esteja pronta para prosseguir tem suas vantagens: você pode tomar tempo para elaborar alguma coisa, você pode ser julgado quando você estiver pronto, você toma um monte de porrada quando você conta sua história, e você tem seu nome sob os holofotes (embora você necessariamente não queira cada um desses).”

“So, we thought we would extend the invitation to people who trust us and in whom we have reason to trust, to work together on some sexy 13.04 surprises. The projects range from webby (javascript, css, html5) to artistic (do you obsess about kerning and banding) to scientific (are you a framerate addict) to glitzy (pixel shader sherpas wanted) to privacy-enhancing (how is your crypto?) to analytical (big daddy, big brother, pick your pejorative). But they all make the Ubuntu experience better for millions of users, they are all groundbreaking in free software, they will all result in code under the GPL (or an existing upstream license if they are extensions to existing projects). No NDA’s needed but we will need to trust you not to talk in your sleep ;) . We’ll also need to trust you to write code that is thorough and tested, stuff you’ll be as proud of as we are of the rest of the Ubuntu experience. Of course.”

“Então, nós achamos que deveríamos extender o convite para pessoas que confiam em nós e a quais nos temos razão para confiar, para trabalhar em algumas surpresar sexys para o 13.04. A gama de projetos vai de webby (JavaScrypt, CSS, HTML5) para artístico (torná-lo obcecado com kerning e “banding”) para científico (você é um viciado em framerate) para chamativo (apontadores de pixel-shaders) para melhorias de privacidade (como é o seu crypto?) para analítica (paizão, irmãozão, escolha seu pejorativo). Mas eles todos podem tornar a experiência de uso do Ubuntu melhor para milhões de usuários. Todos eles são inovadores do software livre, eles irão resultar em código so a GPL (ou uma licença similar, que seja parte do projeto existente). Nós também precisamos confiar em você para escrever código que seja completo e testado, coisas que você vai ser tão orgulhoso quanto nós somos em relação a experiência do Ubuntu. É claro.”

A comunidade entrou em polvorosa e começou um mimimi nos sites de tecnologia pelo globo. Segundo eles, o desenvolvimento do Ubuntu seria “a portas fechadas”, quando na verdade, o desenvolvimento do sistema, segundo o próprio Mark relatou, será aberto, mas aberto à pessoas que eles sentirem-se confiantes para isso. Pessoas escolhidas na comunidade e que ao longo do tempo vem conquistando o respeito e a confiança da Canonical.

Muitas pessoas ainda questionam a posição da Canonical em relação ao Ubuntu, dizendo que ela está tornando-se cada vez mais Microsoftizada, e que o Ubuntu é uma m…, e isso, e aquilo, mas não percebem que há tempos o Ubuuntu deixou de ser uma ideologia e passou a ser um produto. Vide os produtos com a marca Ubuntu, como camisetas, bonés, mochilas, etc.

Desde o Ubuntu 11.04, que a Canonical decidiu investir em uma nova interface, que boa parte da comunidade vem descendo a lenha na postura da empresa. Não gostam do Unity por isso e aquilo, acham isso, acham aquilo e batem pra valer nas decisões da Canonical com os rumos do Ubuntu e esquecem que o Linux ocupa ~1,93% dos Desktops do mundo, e desses, mais de 50% representa instalações do Ubuntu com Unity. Imagina as customizações…se fosse assim tão ruim, não estaria onde está. Não gostou? Faça melhor, mas sem copiar a Apple em quase tudo, não é, Elementary?

Não pode-se comparar o que a Redhat faz com o Fedora. Ela é a principal beneficiada com os trabalhos da comunidade, que ajuda no desenvolvimento do Fedora, que por sua vez, tem as melhorias dele implementadas no Redhat, que é licenciado por algumas centenas de dólares. O Ubuntu conta com a popularidade fora do mundo Linux para poder continuar crescendo. A comunidade já tem o seu ideal de mundo perfeito.

Colocar o dedo na cara de Mark e julgá-lo por querer inovar no modelo de desenvolvimento de software livre é revoltar-se contra os próprios princípios do software livre. Só porque o Ubuntu é Open Source, não quer dizer que ele deve ser produzido inteiramente pela comunidade, mas sim, que ele seja liberado sob a licença GPL.

Designers, programadores experientes, escritores, desenhistas, qualquer pessoa que quer chamar a atenção, só mostrará o produto quando este estiver pronto para causar algum impacto, e é exatamente essa a posição da Canonical, e ela não depende da aprovação ou reprovação da comunidade. Ela é uma empresa, e como qualquer empresa, possui regimentos que visam algum tipo de lucro, embora a Canonical ainda pareça estar longe de obter grandes lucros com o Ubuntu.

O anúncio do dia foi a contratação de Matthieu James, designer dos ícones Faenza para trabalhar na iconografia do sistema. A comunidade adora os ícones Faenza, mas só porque a Canonical decidiu contratá-lo, poderão apredrejá-lo por se juntar à Canonical.

Espero que a Canonical continue com seu posicionamento. Os xiitas que mudem para o Arch ou a distro from hell que eles quiserem, mas façam um favor: virem a língua quando forem falar de uma distro que realmente se preocupa com experiência de uso e com o mercado externo.

Canonical lança site de design da marca Ubuntu

A Canonical, depois um tempo usando seu próprio sitepara mostrar as futuras inovações em design no Ubuntu, disponibilizou para o público um site completo sobre o “Brand Guidelines” do Ubuntu.

O objetivo do Ubuntu Brand Guidelines é oferecer os meios para padronizar a exposição da marca nos canais de comunicação que a utiliza.

O site está disponível em inglês e disponibiliza fontes, guias, logos, as cores em hexadecimal e outros itens.

Vale lembrar que estamos fazendo o possível para que o livro “Ubuntu – Guia do Iniciante 2.0” siga da melhor forma possível os padrões de branding do Ubuntu e será lançado em Abril.

Para conhecer o site de design do Ubuntu, visite http://design.ubuntu.com/

CES 2012: Canonical revela o "Ubuntu TV"

Não é pouca coisa uma empresa aparecer na CES, que é uma das principais feiras de produtos tecnológicos do mundo, e a Canonical conseguir levar a marca Ubuntu além dos Desktops. Agora ela quer colocar o Ubuntu na sala, na cozinha, no quarto através da Ubuntu TV.

Como rumores já estavam circulando há dias pela internet, o produto já era esperado pelos fãs da marca e blogs internacionais já entregaram a surpresa desde a semana passada. Confira o vídeo:

O objetivo da Canonical com a Ubuntu TV não é levar o computador para a sala de estar, mas sim colocar o Ubuntu na sua TV, sem set-top boxes e integrá-la à web e aos seus dispositivos móveis, sejam eles Android ou iOS através de APPs e uma interface intuitiva.
Veja abaixo os recursos anunciados para a Ubuntu TV:

  • Fácil integração com transmissões, serviços online e aplicativos
  • Pesquise, assista, grave e execute
  • Milhões de filmes e programas de TV transmitidos pela Internet sob demanda
  • Experiência de compartilhamento de interface com iOS, Android e outros dispositivos Ubuntu
  • Pare em um dispositivo, termine em outro
  • Integração com a rede Ubuntu One
  • Framework de aplicativos

A Canonical ainda não assinou contrato com nenhum fabricante, por isso, o produto é chamado de “conceito”, entretanto, ele está disponível em uma TV durante o evento.

A Canonical disponibilizou também um site para divulgar seu novo produto. Para saber mais sobre a Ubuntu TV acesse http://www.ubuntu.com/tv

 

Canonical mostrará "Ubuntu Concept Design" na CES 2012

A Canonical, empresa que financia o desenvolvimento do Ubuntu, anunciou em seu blog que estará presente na Consumer Electronics Show – CES 2012, que acontecerá em Las Vegas, Estados Unidos, entre os dias 10 e 13 de fevereiro.

Canonical irá mostrar as últimas novidades em Desktop, Cloud e demonstrações sobre a Ubuntu One, além do anúncio do exclusivo “Ubuntu Concept Design” durante o evento.

Esta será a primeira vez que veremos “Ubuntu” e “CES” na mesma frase, acontecendo de verdade e esperamos muitas novidades relativas ao próximo release do Ubuntu, o Precise Pangolin, como conceitos de Desktop em mockups e telas.

Canonical: Quem tem C* tem medo

O Ubuntu Fridge (algo como Geladeira Ubuntu, um blog oficial da distro) trouxe-nos hoje uma entrevista com o CTO (Chief Technology Officer) da Canonical, Matt Zimmerman, que entre outras respostas ao entrevistador, mostrou o lado conservador da Canonical em relação ao Projeto Mono.

Abaixo, a tradução livre:

P: UT: Richard M. Stallman criticou Miguel de Icaza por sua participação no laboratório Open Source fundado pela Microsoft. O que você acha disso? E no contexto deste assunto, como você avalia o Projeto Mono?

mdz-200x267 R: MZ: Miguel e eu nos conhecemos, mas eu não o conheço bem o bastante para comentar sobre suas motivações a fazer este trabalho. Eu não sei o Richard quer também. Posso dizer que é vergonhoso quando membros de nossa comunidade são publicamente atacados publicamente desta forma ao invés de abrir um diálogo para discutir o problema e sua solução.

No que respeita ao Mono, eu acho que é uma valiosa peça de software livre para nós termos. Entretanto, existem riscos envolvidos em escolher a plataforma .NET para desenvolver software livre, porque ela está sob o controle da Microsoft. A Microsoft poderia tirar vantagem disso e atacar o software livre de vários modos. Este seria um ato lógico de autopreservação, e de acordo com suas ações anteriores e declarações de suas intenções.

Ou seja, rapeize, a Canonical tem medo de criar algo suuuuper legal em Mono e vir a Microsoft e dizer que aquilo está protegido por patentes dela…mas vindo da Microsoft, não me abalaria muito mesmo. O Ubuntu vem tomando caminhos invejáveis nos últimos meses e isto pode despertar a ira do gigante de Redmond.